RUTE - Rede Universitária de Telemedicina

Resultados e Benefícios

  • Trabalho colaborativo com superação das distâncias.
  • Aumento da troca de experiências de diagnósticos e cirurgias a distância.
  • Alta qualidade de áudio e de vídeo full HD propícia às práticas de telemedicina e telessaúde.

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Rede Universitária de Telemedicina estimula maior colaboração para novos trabalhos interinstitucionais na saúde

O trabalho colaborativo já passou da fase de ser uma tendência para ser uma atividade concreta, crescente a cada dia. Em diversas áreas e setores, a colaboração permitiu um desenvolvimento maior e mais rápido das atividades profissionais. Isto é comprovado quando lançamos um olhar sobre a Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue), e coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A missão da RUTE é conectar hospitais universitários, de ensino, faculdades e instituições de saúde, através da rede avançada de ensino e pesquisa do Brasil, a RNP, apoiando o aprimoramento
de projetos em telemedicina já existentes e incentivar o surgimento de futuros trabalhos interinstitucionais na saúde.

A RUTE integra e conecta todos os hospitais públicos universitários e certificados de ensino no País, apoia a realização de videoconferências, análise de diagnósticos, segunda opinião (inclusive formativa) e educação permanente. Neste sentido, a RUTE disponibiliza uma infraestrutura para vídeo colaboração, entre hospitais universitários, universidades e instituições de saúde, através da RNP, integrandose com secretarias estaduais e municipais de saúde, unidades básicas de saúde
e hospitais do interior. O coordenador nacional da RUTE é o Dr. Luiz Ary Messina, incentivador de projetos colaborativos em pesquisa, inovação, gestão, educação e assistência na área da saúde.

Um dos principais trabalhos interinstitucionais na RUTE refere-se à integração e colaboração entre profissionais de saúde por meio de Grupos de Interesse Especial (do inglês Special Interest Groups - SIGs). Os SIGs promovem debates, discussões de caso, aulas de Ensino a Distância (EAD) e diagnósticos a distância. Grande parte desta interação e atuação integrada se dá pela plataforma de vídeo colaboração. O principal benefício proporcionado pelo trabalho colaborativo via esta plataforma é a superação das distâncias.

A RUTE está integrada ao Programa Telessaúde Brasil Redes, o qual é uma iniciativa do Ministério da Saúde para melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica e especializada no Sistema Único da Saúde (SUS), proporcionando interação pelo ensino e serviço por meio de tecnologias da informação e da comunicação (TICs) de modo a promover a Teleassistência, a Teleducação, o

Telediagnóstico, a Telessaúde, a pesquisa colaborativa, a gestão, o monitoramento, o acompanhamento e a avaliação. Atualmente, a RUTE possui 122 unidades operacionais e 57
Grupos de Interesse Especial (SIGs) envolvendo mais de 300 instituições por todo o País.

Apenas considerando os 57 SIGs, estes realizam em média de duas a três sessões por dia de videoconferências na plataforma de vídeo colaboração Polycom via RUTE, envolvendo os coordenadores de cada grupo e seus membros, entre eles estão os médicos, os profissionais da área de saúde, professores da medicina e dos hospitais universitários, alunos e médicos residentes, entre entidades e especialistas convidados. Isto resulta em um volume de 50 a 60 sessões de videoconferências mensais, ou seja, entre 500 a 600 sessões por ano.

Abrangência da colaboração

A partir da superação das distâncias, os demais benefícios que a plataforma de vídeo colaboração vem proporcionando aos SIGs estão relacionados ao alcance de um número cada vez maior de participantes em cada grupo de interesse, os quais têm vivenciado muito boas experiências de diagnósticos e cirurgias a distância (transmissão de dentro do hospital universitário para sala de aula entre outras universidades, com mesmo campo de visão do cirurgião). A alta qualidade de áudio e, principalmente, de vídeo full HD proporcionam uma visualização e interação propícia às práticas de telemedicina e telessaúde presentes no dia a dia da rede.

Seguiram-se ao SIG da Saúde & Medicina de Crianças e Adolescentes a criação de novos grupos de interesse que entenderam a infraestrutura de vídeo colaboração como o grande motor para suas respectivas atuações. É o exemplo do SIG Enfermagem e Terapia Intensiva e Alta Complexidade,
sob coordenação da Dra. Lilian Behring, da UERJ. Este SIG foi criado em 2009 para oferecer suporte de atualização em alta complexidade e terapia intensiva aos profissionais de saúde, diminuindo as barreiras geográficas e os custos. O grupo de enfermagem é o público-alvo deste grupo, pois corresponde a 63,8% de todo o quantitativo de profissionais de saúde no País. Este SIG tem uma abrangência nacional com representações de todos os estados brasileiros, além de instituições dos Estados Unidos, da Europa e da África.

A audiência do SIG Enfermagem e Terapia Intensiva e Alta Complexidade é multiprofissional, sendo a frequência maior dos enfermeiros e de equipes de enfermagem. As videoconferências são transmitidas para 33 pontos que replicam por web conferência para mais 100 pontos. Trata-se de uma transmissão que ocorre em cadeia através de computadores próprios e celulares. É realizada uma reunião sempre na última quartafeira de cada mês, cujos temas são eleitos por uma votação
anual com todos os coordenadores estaduais e internacionais. Participam 150 instituições cadastradas neste grupo, entre elas universidades federais, estaduais, privadas, algumas instituições
de saúde como hospitais, postos, Programa Saúde da Família e Serviços de Atendimento Móvel de Urgências, os SAMUs.

O SIG Enfermagem e Terapia Intensiva e Alta Complexidade emite certificados através dos coordenadores locais e regionais que disponibilizam seus auditórios para que sejam transmitidas
as atualizações por vídeos de colaboração. O recorde de emissão de aproximadamente 6 mil certificados foi obtido em uma única videoconferência sobre atuações no atendimento em
parada cardiorrespiratória. Em média são emitidos cerca de mil certificados por videoconferência através da UERJ. É o SIG com um universo abrangente de mais de 1 milhão de profissionais
no Brasil.

Integração que faz a diferença

A necessidade de interações sobre métodos de trabalho em residência multiprofissional nos hospitais universitários tem sido amplamente atendida por vídeo colaboração. O SIG de

Residência Multiprofissional – Programa de Capacitação de Professores de Residências Multiprofissional, cuja responsável é a Dra. Sônia Regina Pereira, coordenadora Nacional da
Residência em Saúde do Ministério da Educação, integra os profissionais em suas diferentes funções – médico, enfermeiro, psicólogo, nutricionista e outros – em um trabalho colaborativo para desenvolvimento de suas carreiras e residências.

Especificamente para este SIG, a RNP preparou aulas sobre o uso de tecnologia da informação em três módulos para serem ministradas às quartas-feiras aos preceptores (responsáveis na condução e supervisão do desenvolvimento dos médicos residentes nos hospitais universitários). No segundo semestre de 2015, o SIG Residência Multiprofissional lançou um Programa para atualização de preceptores e contou com 1.500 preceptores inscritos, sendo que a média de participação nas aulas foi 617 pessoas por sessão, conectando 71 pontos no Brasil.

Devido ao êxito alcançado por essa abrangência de profissionais, em 2016, o SIG de Residência Multiprofissional está transformando essas aulas em novos conteúdos, incluindo
novas temáticas, para aplicar durante todo o ano aos seus participantes. O objetivo de um novo programa de educação é atualizar os preceptores no conteúdo obrigatório e, ao mesmo
tempo, proporcionar a eles uma experiência para uma série de cursos de especialização. Uma vez que há temas obrigatórios a serem tratados em uma residência, como políticas públicas
de saúde, SUS (para alinhamento com políticas de governo), segurança do paciente, entre outros, este SIG deve criar estratégias para se tornar um formador de ponta e fazer a diferença na formação dos residentes.

E fazer a diferença pela integração igualmente é o objetivo do SIG de Saúde Indígena. A possiblidade de aproximar as pessoas de locais tão distantes para tratar da saúde dos índios é a missão deste grupo criado pelo Dr. Douglas Rodrigues da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (responsável pelo Parque do Xingu) com coordenação compartilhada com o Dr. Leonardo Frajhof, da UNIRIO. A vídeo colaboração, neste caso, é utilizada para apresentações com discussões de temas como saúde mental (há elevado índice de suicídios de índios jovens em diferentes tribos entre Tocantins e Amazonas, por exemplo), capacitação em psicologia e a interação com outros
núcleos e SIGs conectados na RUTE.

As videoconferências de Saúde Indígena são realizadas uma vez ao mês pela rede RUTE com seis a oito pontos integrados em cada sala reunindo UNIRIO, UERJ, UNIFESP, IMIP, universidades de Tocantins, Amazonas, Brasília e Dourados (MS). Para eles, o potencial de vídeo colaboração é exponencial com a possibilidade de novos pontos a serem adicionados, como uma conexão com a PUC-RJ. Neste caso, a PUC-RJ poderá disponibilizar por vídeo colaboração arquivos em 3D com interações em alta resolução, parecendo que se está em uma discussão olho no olho.

Uma experiência semelhante a essa tem sido vivenciada pelo SIG de Oftalmologia, coordenado pelo Dr. Flavio Hirai, da UNIFESP. Este SIG surgiu a partir do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP que tem grande atuação nacional, com inúmeras publicações e a maior nota em curso de pós-graduação na área. O enfoque do grupo de Oftalmologia refere-se à área de educação para residência médica, com apresentações de casos clínicos com instituições e universidades de norte a sul do País. Realizam-se ainda apresentações de casos clínicos via cirurgias gravadas, bem como troca de experiências de exames clínicos e conexões internacionais para aulas de patologias oculares.

O SIG de Oftalmologia reúne dez instituições assiduamente com média de participação de 60 a 80 pessoas (médicos, residentes e professores de oftalmologia) nas videoconferências realizadas uma vez ao mês. Em geral, os residentes não têm a obrigatoriedade de participar das discussões dos demais SIGs, exceto no SIG de Oftalmologia cuja a participação dos residentes nesta especialidade é obrigatória em suas reuniões mensais.

O local de trabalho do futuro é agora

Da iniciativa da RUTE em integrar diferentes SIGs, tornou-se necessário criar também o SIG Técnico Operacional, específico para treinamento, discussão e debate entre os técnicos que operam as salas de vídeo colaboração e videoconferência dos demais SIGs. Desde sua criação em 2009, o grupo Técnico Operacional realizou 80 reuniões em vídeo colaboração.

As salas de videoconferência existentes em 122 instituições interligadas pela RUTE, entre elas em hospitais universitários e universidades de medicina ligadas às instituições federais, contam com dois técnicos para operação, os quais são o

responsável técnico e o suplente. Esses técnicos efetuam a operação nos 57 SIGs em apoio aos profissionais da saúde. Thiago Lima Verde Brito e Luan Azeredo Meireles da Coordenação Nacional RUTE é quem coordenam o SIG Técnico Operacional em parceria com Tatiana Patrícia Cruz da UNIFESP

Em 2016, a previsão na RUTE é a criação de três novos grupos de interesse. Esta demanda se reflete na ampliação da plataforma de vídeo colaboração e que poderá ter mais 15 novas salas distribuídas pelo Brasil em unidades RUTE. O mais novo SIG criado recentemente é o grupo de interesse Enfrentamento ao Aedes aegypti e doenças causadas pelo vetor, Zika/Dengue/
Chikungunya (SIG ZDC).

A vídeo colaboração já se tornou parte integrante do dia a dia dos profissionais da área de saúde conectados via RUTE e a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa). Os grupos de interesse
especial e seus participantes exploram ao máximo os ambientes colaborativos de decisão a cada sessão de videoconferência, tornando-os um novo local de trabalho de alta produtividade com interações com especialistas globais que desafiam, acima de tudo, as distâncias para disseminarem o desenvolvimento de profissionais e de programas de saúde.